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20 WGT 27-11-2020 - Prescritivismo e autenticidade textual: noções em revisitação, Ana Sousa Martins

 

TEXTO 1

Elvira Fortunato realça processamento de materiais como fator de sustentabilidade

 

Elvira Fortunado, responsável pela invenção do transístor em papel, sublinhou hoje, durante o Encontro Ciência 2020, organizada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que a sustentabilidade do planeta depende do processamento em larga escala de materiais não tóxicos, através de tecnologias amigas do ambiente.

O lixo eletrónico, como é o caso dos componentes de computadores ou telemóveis, raramente é reciclado, devido aos custos que acarreta, o que faz com que este desperdício acabe por ser exportado em grande escala para África, Índia e China.

Em alternativa, o processamento de materiais não tóxicos através de tecnologias não poluentes apresenta-se como uma solução mais sustentável, defende a investigadora, tendo por base os resultados da investigação levada a cabo pelo laboratório que dirige, no Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Universidade Nova de Lisboa.

O papel, em particular, é um material renovável, flexível, barato e abundante, podendo a celulose ser obtida das árvores, mas também das bactérias do vinagre, que excretam membranas de nanocelulose. Aliás, este material, sublinha a cientista, já vem sendo utilizado quer em dispositivos eletrónicos, como isolante, quer na área da saúde, em testes rápidos de diagnóstico da glicose, colesterol ou ácido úrico.

TEXTO 2

Cientista Elvira Fortunato realça papel de processamento de materiais na sustentabilidade

 

A engenheira de materiais Elvira Fortunato, que inventou o transístor de papel, assinalou hoje, citando a sua experiência de laboratório, que a sustentabilidade do mundo depende do processamento de materiais não tóxicos e abundantes com tecnologias "amigas" do ambiente.

Segundo a investigadora, que falava em Lisboa, no Encontro Ciência 2020, a reciclagem de lixo eletrónico, gerado por exemplo por componentes de computadores ou telemóveis, não é feita "na maior parte dos casos", pela dificuldade e pelos custos associados, e a exportação, como sucede, para África, Índia e China "não é solução".

Por isso, uma das soluções, em termos de sustentabilidade, passa pelo processamento de materiais não tóxicos e abundantes com tecnologias não poluentes, defendeu, assinalando que tal estratégia é seguida há vários anos no laboratório que dirige no Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Universidade Nova de Lisboa, da qual é vice-reitora.

Elvira Fortunato recorreu à sua experiência como cientista para demonstrar como é possível "inventar um mundo mais sustentável", título que deu à sua intervenção na sessão "Mais Ciência para recuperar Portugal com Mais Europa", a última do Encontro Ciência 2020, iniciativa organizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que decorreu hoje e na terça-feira.

O papel, um dos materiais com que a cientista trabalha, e que destacou como abundante, renovável, flexível e de baixo custo, tem sido aplicado em dispositivos eletrónicos, como isolante, mas também em testes rápidos de diagnóstico para a glicose, o colesterol e o ácido úrico, sendo que a celulose com que se produz papel tanto pode ser obtida das árvores como das bactérias do vinagre, que excretam membranas de nanocelulose.